Cronian – Terra

•setembro 16, 2008 • Deixe um comentário

Terra

No ano de 2005, surge o que pode ser uma das mais inovadoras bandas do cenário do Metal norueguês.

Quando Øystein G. Brun, guitarrista e fundador do Borknagar se junta com Andreas Hedlund (mais conhecido pelo seu pseudônimo ‘Vintersorg’) algo absolutamente experimental foi idealizado. Primeiramente batizado com o nome “Ion” e após alguns meses, o nome “Cronian” foi o definitivo.

Após meses de trabalho nas composições, Vintersorg e Øystein criam algo que levará o ouvinte até as terras mais geladas dos polos, uma atmosfera tão frígida e envolvente que se torna muito singular e até dificil de explicar.

Seu primeiro álbum foi entitulado como “Terra”, e teve a ajuda do guitarrista e amigo de Vintersorg, Mattias Marklund (Vintersorg, Otyg) e foi mixado e masterizado por ninguém menos do que Dan Swanö (Edge of Sanity, Nightingale, ex- Bloodbath)

“Terra” vem mesclando sonoridades diversas de uma forma muito especial. Tendo como base o Progressive Metal, as músicas variam entre o Symphonic e o Black Metal sempre com um clima predominantemente frio e uma atmosfera um tanto quanto melancólica.

Terra

O álbum abre com ‘Diode Earth’. Teclados ao fundo e um clima altamente frigído dão espaço para os vocais guturais de Vintersorg, que no desenrolar da música, se misturam com seus vocais limpos. Descrevendo mudanças, como se você fosse a única pessoa em um continente de gelo e neve e não tivesse escapatória de uma tragédia que está por vir.

A exploração entre as terras geladas continua em ‘Arctic Fever’, onde o clima e a atmosfera fria continuam, transmitindo um feeling de paz e tranquilidade sobrenaturais. Harmonias de teclado são bem mais presentes aqui, e o ouvinte se sente quase como se estivesse no topo de uma montanha nevada.

A faixa título, demonstra uma agressividade um bocado maior, e teclados com cada vez mais feeling. É impressionante perceber as poliritmias e mudanças durante a música, enquanto os vocais de Vintersorg se misturam entre os limpos e os guturais.

Em “Iceolated”, imagine-se totalmente perdido e isolado na neve e sem esperanças de sobreviver. Experiências de quase-morte são um dos temas principais falados nas músicas do Cronian. Durante alguns minutos, no meio da música, sons programados dão um ar de mistério na música e logo Vintersorg praticamente recita os ultimos versos da letra até então, retomar as harmonias de teclado.

Logo após, temos a instrumental “Colures”. Fãs da banda Vintersorg vão notar algumas semelhanças altamente progressivas nessa música. Isso é pelo fato de nos trechos finais da música, ela possuir algumas sonoridades que são do álbum “The Focusing Blur”, e podem ser facilmente notadas.

Após, temos a magnífica “The Alp”, que abre com uma incrível melodia de teclado. Em instantes, essa belíssima melodia dá espaço a um baixo bem presente e vocais limpos de Vintersorg. Aqui os vocais guturais são bem menos usados, dando uma outra dimensão para a música, e também podemos notar algumas partes eletrônicas na música.

Enfim, “Nonexistence”. Uma intro que mescla teclados repletos de feeling e efeitos eletrônicos. É uma faixa bem mais rica musicalmente falando, pois os vocais são variados e muito contagiantes, além dos teclados que dominam a música inteira e programações eletrônicas.

Em “Illumine”, começamos ouvindo melodias um tanto quanto misteriosas, e que logo dão espaço a um baixo marcante e vocais limpos, com direito até a um trecho quase que narrado. Um tempo bem lento, partes complexas na bateria programada marcam bastante essa música, que é a maior do álbum.

Finalizando o álbum, “End(Durance), Part I” não vem apenas como uma música de “fim de álbum”. Ela é mais do que isso. Chega a ter sutís influências de música clássica no teclado, mescladas a uma atmosfera que transmite algo entre o desespero e o prazer. Ao mesmo tempo. É uma grande música que encerra assim, um grande álbum.

-CONSIDERAÇÕES FINAIS-

A presença de teclados melancólicos e frios, programações de bateria e atmosfera são os elementos mais marcantes nas músicas do Cronian, isso sem mencionar os vocais inconfundíveis de Vintersorg.

Infelizmente, o Cronian não é conhecido por muitos e assim não é tão citado em muitos lugares. Aos leitores que conhecem os trabalhos de Vintersorg, não deixem de conferir também o Cronian, e aos que não conhecem, descubram o que esta grande banda tem a lhes oferecer musicalmente. Garanto que não se arrependerão!

Vale citar também, que a banda lançará seu segundo álbum, entitulado “Enterprise”, dia 27 de outubro de 2008.

Track List:

-Diode Earth
-Arctic Fever
-Cronian
-Iceolated
-Colures
-The Alp
-Nonexistence
-Illumine
-End(Durance), Part I

ºAndreas Hedlund (Vintersorg): Vocais limpos, Vocal gutural, Backing vocals, Teclados, Baixo, Programação.
ºØystein G. Brun: Guitarras, Programação.

Links externos:

Cronian Myspace
Cronian Archive
Vintersorg Official forum

Por, Igor G.

Metallica – Death Magnetic

•setembro 13, 2008 • 3 Comentários

Death Magnetic

Cinco anos após o lançamento do álbum que colocou a carreira do Metallica em baixa, a banda está de volta com a proposta de voltar ao topo das paradas e retomar seu lugar de direito como uma das melhores bandas de todos os tempos.

Em 2003, o álbum “St. Anger” explorou e experimentou muitas novidades e acabou tendo sua composição fora dos parâmetros do que era considerado um álbum do Metallica. A opção de experimentalismo, porém, não era nenhuma novidade já que a banda sempre optou por fazer cada trabalho com um diferencial em relação aos outros, o que pode ser facilmente percebido ouvindo-se a discografia do Metallica gradativamente, desde o Thrash “Kill’ em all“, passando pelo “Master of Puppets“, o um pouco mais progressivo “…And Justice For All“, a dupla “Load” e “Reload” até o ousado “S&M“. “St. Anger” não atingiu os fãs da maneira esperada, e nas palavras do próprio James Hetfield, “Foi um ponto baixo da montanha russa” e muitos chegaram a pensar inclusive que o Metallica se tornaria uma banda de New Metal. A resposta a tudo isso veio vagarosa e cinco anos depois chegou como um soco na face daqueles que duvidaram de que o Metallica fosse capaz de se reerguer. Esse soco se chama “Death Magnetic” e cercado pela atmosfera de álbum-mais-esperado-do-ano trouxe de volta o antigo Metallica, mais maduro e com energia total.

Musicalmente falando, “Death Magnetic” poderia ser um elo perdido entre os álbuns “Master of Puppets” e “… And Justice fo all”, e como previsto pelo novo produtor da banda, Rick Rubin: “soa como uma explosão de energia”. Em resumo, riffs maravilhosos e viciantes, solos expressivos e com personalidade, baixo sempre presente e bateria diversificada e autêntica. Com quase 80 minutos de duração, Death Magnetic traz uma temática sombria, tendo a morte como o centro das atenções.

Death Magnetic

O álbum começa com um batimento cardíaco, e “That Was Just Your Life” anuncia a proposta do álbum da melhor maneira possível, trazendo energia e agressividade tanto nos riffs quanto na interpretação de James Hetfield para a música, lembrando a época do “Master of Puppets“. O que dizer do solo de Kirk? Ele esperou quase uma década para fazê-lo e não poderia ter feito melhor. No mesmo padrão, “The End Of The Line” vem para afirmar a agressividade do álbum com um destaque para Lars Ulrich (infelizmente um dos poucos do álbum).

Completando o trio matador que introduz o álbum, “Broken, Beat & Scarred” relembra os tempos em que a banda era voltada para o Thrash e traz riffs que parecem clamar, em uníssono, “Batam cabeça!”. Escrita por James Hetfield a música além de ir ao contrário do tema central do álbum, assume um caráter pessoal (sobre a reabilitação de James) e coletivo ao mesmo tempo, servindo como umaluva para a atual situação do Metallica: estar de volta, sem medo e renovado. Isso fica bem claro em trechos como “What don’t kill you make you more strong” [O que não lhe mata, te faz mais forte] e “Show your scars” [mostre suas cicatrizes].

Sem medo de mostrar suas cicatrizes a bandaquebra o ritmo do álbum com “The Day That Never Comes“, uma balada um pouco diferente, com uma melodia arrastada e viciante substituída por mais uma seção de “bater cabeça” acompanhada de um solo expressivo de Kirk Hammett. Falando em Kirk, sua declaração sobre alguns toques orientais no novo álbum é confirmada na introdução de “All Nightmare Long”, música que retoma o peso do álbum de maneira arrebatadora, elevando as guitarras a um patamar bem mais agressivo. Destaque total para o solo magnífico de Kirk novamente, que abusa das pedaleiras e do “wah-wah” em um solo cheio de vida e virtuosismo.

Na seqüência, “Cyanide” parece ser aquela música que todos vão aguardar ansiosamente, em um show, repleta de energia e uma melodia “pegajosa”. Difícil de esquecer e fácil de cantar. A primeira música do álbum apresentada ao público em um show (Ozzfest 2008), mostrou um Metallica ensaiado e preparado, executando a música com maestria em uma performance ao vivo.

A música mais esperada do álbum vem em seguida, “The Unforgiven III” é a bela balada da vez com uma linda melodia, melancólica (já característica da seqüência) e profunda. De fato, a música pouco remete as suas duas antecessoras, mas com uma análise um pouco mais profunda é possível notar que a ligação existe. A música é excelente, mas talvez deixe um pouco a desejar para os fãs da seqüência.

A balada abre espaço então para mais uma seção de pura pancadaria, “The Judas Kiss” é uma bem cotada para se tornar um clássico da banda daqui a dez anos, daqueles que farão todos cantar em uníssono, quer seja em um show do Metallica, quer seja em casa ou num bar com os amigos.

A nona música do álbum, “Suicide & Redemption“, reafirma a volta da banda para as linhas antigas de composição, uma música instrumental, coisa que já não é feita pelo Metallica há duas décadas. Porém este talvez seja o ponto mais baixo do álbum por não ser uma música empolgante. Os riffs são bem modulados e o duelo de guitarras é até interessante, mas a pouca presença de Lars Ulrich fala mais alto, e a batida não passa o sentimento que a música pretendia.

De volta as raízes do Thrash Metal, “My Apocalypse” encerra o álbum com muita pancadaria e riffs pra lá de pesados. A estrutura da música é tipicamente Thrash no mais comum estilo Slayer: rápida, pesada e matadora. Aquele bom e velho som capaz de levantar um público cansado em fim de show e fazê-lo vibrar como se tivesse acabado de começar, sempre deixando aquele gostinho de “quero mais”.

T R A C K   L I S T


1- That Was Just Your Life
2- The End of the Line
3- Broken, Beat & Scarred
4- The Day That Never Comes
5- All Nightmare Long
6- Cyanide
7- The Unforgiven III
8- The Judas Kiss
9- Suicide & Redemption
10- My Apocalypse

Abraços,
Renato Domingues.

Ayreon – 01011001

•setembro 1, 2008 • 3 Comentários

01011001

Os fãns do gênero “sci-fi” terão com certeza mais um grande motivo para se orgulharem de Arjen Anthony Lucassen, que mais uma vez acertou em cheio em suas escolhas e em Janeiro deste ano lançou um dos mais completos álbuns de seu já famigerado projeto “Ayreon“. “01011001” é o nome desta obra prima (Uma codificação binária para o número 89, que por sua vez representa a letra Y em uma linguagem de programação ASCII.) que consegue juntar uma grande porção de História com uma grande porção de musicalidade e misturá-las na quantia certa. O resultado desta receita pra ninguém botar defeito, você confere agora.

Como já era de se esperar de Arjen Lucassen, seu novo duplo conta com a participação de verdadeiras feras da cena atual. No que diz respeito aos vocalistas, alguns já conhecidos de participações anteriores no próprio Ayreon como Anneke van Giersbergen e Simone Simons (Epica) e outros que já estão no mercado há tempos, mas chegam fresquinhos para o projeto como Daniel Gildenlöw (Pain of Salvation), Tom S. Englund (Evergrey), Jorn Lande e muitos outros. Para somar à competência desses incríveis vocalistas, Arjen conta com um time de instrumentistas tão fabuloso quanto, e nesses estão inclusos Michael Romeo (Symphony X), Derek Sherinian (Planet X, ex-Dream Theater) e o já amigo de longa data Joost van den Broek (After Forever), sendo assim, impossível deixar de imaginar que a presença dos teclados se faz completa, e é acompanhada pelas melodias e harmonias viciantes provenientes das guitarras

Passando das informações técnicas sobre o álbum, vamos às considerações práticas e explicações.

O duplo é dividido de maneira a separar os Forever (Misteriosos seres extragalácticos que têm mais ligação conosco e com a criação de toda a vida e do universo do que podemos imaginar) e os Humanos. Sugestivamente, deu-se ao primeiro CD o nome de “Y” (nome do planeta de origem dos Forever) e ao segundo CD o nome de “Earth”. O time de vocalistas foi dividido entre essas duas raças, mas isso não quer dizer que seriam separados pelos CDs. Como dito antes, a ligação entre os Humanos e os Forever na história criada por Arjen, é muito maior do que podemos prever.

[Y]

A abertura do álbum fica por conta da auto-explicativa “Age of Shadows“, que nos revela de cara a retomada dos padrões de ficção científica que sempre existiram no Ayreon, mas que foram deixados em segundo plano no álbum imediatamente anterior, The Human Equation (o que não quer dizer que não tenha sido fascinante) e junto a isso traz o peso e a idéia central desta etapa do álbum: As coisas foram longe demais, até mesmo para os Forever, e parece chegada a hora de pagar o preço de sua imortalidade, conhecimento e desenvolvimento desenfreado. Com a base sólida deixada pela abertura, “Comatose” vem confirmando as expectativas da falta de esperança para o povo de “Y” e toda essa melancolia vem agravada na voz de Jorn Lande. Arrastados por isso, na progressiva “Liquid Eternity” chegamos à situação atual na qual se encontra o mundo dos Forever e seus habitantes, onde as premissas negativas foram confirmadas. Aqui o destaque fica por conta da participação em massa dos vocalistas, sete ao todo, com uma interpretação vocal fascinante e assustadora.

Seguindo adiante no tempo, “Connect the Dots” nos leva ao planeta Terra nos dias de hoje, e estabelecendo um paralelo entre “Y” e a Terra, percebe-se, sem muita dificuldade,  que os humanos seguem o mesmo rumo de seus criadores, com sua busca incansável e frenética por conhecimento e desenvolvimento. De volta a terra natal dos Forever na calma “Beneath the Waves“, o passado próspero deles é retomado através das lembranças e lamentações sobre tudo que foi perdido. Aqui o destaque fica por conta da apaixonante voz de Anneke van Giersbergen e da incrível melodia da música. Talvez por um único momento, a esperança retorna ao álbum e em “New Born Race” os Forever resolvem depositá-la naquela que seria, talvez, a mais ousada das experiências, e o resultado: a propriamente dita nova raça. A humanidade. Alguém falou em pedir ajuda? Não. Aqui são debatidos os direitos que os criadores teriam sobre as vidas de suas criações e se seria certo tomar-lhes a vida para salvar as suas próprias. Pegando carona nessa experiência, “Ride the Comet” traz a explicação do invento da humanidade e com uma sonoridade épica e progressiva.

Encerrando a primeira parte do duplo, “Web of Lies” pode até ser considerada a mais fraca das músicas, a menos progressiva, mas traz em cinco simples estrofes a informação de que, na humanidade, ainda é forte aquilo que os Forever perderam há muito tempo: Seus sentimentos e emoções. Essa interpretação fica por conta de Simone Simons e Phideaux Xavier, que demonstram uma paixão surgida em relacionamentos por internet, e a facilidade com que os sentimentos mudam e se transformam na raça humana.

[Earth]

A segunda parte do duplo se inicia com a impressionante “The Earth Extinction”, mais um show de interpretação vocal somada à melodia que se encaixa perfeitamente com a história. Uma daquelas músicas que se ouve no “repeat” sem parar. Decididos de que usar a humanidade seria sua única forma de salvação, os Forever iniciam uma espécie de anexação à nossa raça, se estabelecendo como uma presença invisível incorporada à mente de toda a humanidade. Através dessa anexação, os Forever passam a ter novamente contato direto com as emoções humanas, e sem se conter, passam a influenciar nas nossas ações, sendo responsáveis por uma súbita explosão de conhecimento e desenvolvimento entre os nossos. Essa interferência é descrita em “Waking Dreams“. “The Truth Is In Here” nos dá indícios de que a intervenção dos Forever não passa despercebida, porém quem poderia acreditar em algo assim?…

Na sequência, “Unatural Selection” vem pra marcar o “01011001” como um legítimo álbum de Arjen Lucassen. A música ainda se destaca pelas referências feitas por Arjen, que remetem alarmantemente a acontecimentos e registros do mundo real. Neste ponto, o extraordinário avanço no desenvolvimento e conhecimento da tecnologia e sociedade sobrecarrega a “máquina humana” e cometendo o mesmo erro pela segunda vez, os Forever levam a raça humana ao mesmo destino da sua. Numa tentativa desesperada de impedir a definitiva queda dos seres humanos, em “River of Time” nos é concedido o conhecimento e a capacidade de interferir na linha do tempo através do projeto “The Final Experiment” (referência ao primeiro álbum da saga.). Os avisos sobre o apocalipse humano são transmitidos ao passado em “E=MC2“, na esperança de uma mudança de comportamento que pudesse salvar a nossa existência. Mas nada muda, e os humanos são levados ao colapso. Aqui, Arjen ainda deixa uma mensagem a seus ouvintes, transportando para nosso mundo a possibilidade de ocorrer aqui, o que ocorre em sua história, e nos diz que o resultado dessa ultima experiência, está em nossas mãos.

Encerrando esta obra prima de Arjen, a magnífica “The Sixth Extinction” culmina com o fim de tudo, porém nos deixa uma esperança. A alma conhecida como “Migrator” (Referência ao álbum “The Universal Migrator “) retorna com os Forever por algum motivo ainda não conhecido de fato, e agora tudo depende dessa nova etapa da história do universo.

Sem dúvidas um dos melhores lançamentos da saga de Ayreon, que traz uma avalanche de explicações sem de fato terminar a história, nos deixando com um gostinho de “quero mais” e na expectativa para o próximo lançamento.


V O C A L I S T A S

Forevers    

Hansi Kürshc (Blind Guardian)
Daniel Gildenlöw (pain of Salvation)
Tom S. Englund (Evergrey)
Jonas Renske (Katatonia)
Jorn Lande
Aneeke Van Giersbergen (Agua de Annique)
Steve Lee (Gotthard)
Bob Catley (Magnum)

Floor Jansen (After Forever)
Magali Luyten (Virus IV)

Humanos

Simone Simons (Epica)
Phideaux Xavier (Phideaux)
Wudstik
Marjan Welman (Elister)
Kisekitte Hegt (Dial)
Arjen Lucassen
Ty Tabor (King’s X)

I N S T R U M E N T I S T A S

Arjen Lucassen – Guitarra, Teclados, sintetizadores, Baixo, programação.
Ed Warby (Gorefest) – Bateria
Lori LinstruthGuitarra Solo
Michael Romeo (Symphony X) – Guitarra Solo
Derek Sherinian (Planet X,ex- Dream Theater) – Teclado Solo
Tomas Bodin (The Flower Kings) – Teclado Solo
Joost van den Broek (After Forever) – Teclado solo e piano
Jeroen Goossens (Flairck) – Flautas
Ben Mathot (Dis) – Violino
David Faber – Cello


T R A C K L I S T

Disco 1 – Y                                           Disco  2 - EARTH
1. Age of Shadows                                    1. The Fifth Extinction
    incl. We Are Forever                              (a) Glimmer of Hope
2. Comatose                                           (b) World of Tomorrow Dreams
3. Liquid Eternity                                    (c) Collision Course
4. Connect the Dots                                   (d) From the Ashes
5. Beneath the Waves                                  (e) Glimmer of Hope (reprise)
 (a) Beneath the Waves                               2. Waking Dreams
 (b) Face the Facts                                  3. The Truth Is In Here
 (c) But a Memory...                                 4. Unnatural Selection
 (d) World Without Walls                             5. River of Time
 (e) Reality Bleeds                                  6. E=MC2
6. Newborn Race                                      7. The Sixth Extinction
 (a) The Incentive                                    (a) Echoes on the Wind
 (b) The Vision                                       (b) Radioactive Grave
 (c) The Procedure                                    (c) 2085
 (d) Another Life                                     (d) To the Planet of Red
 (e) Newborn Race                                     (e) Spirit on the Wind
 (f) The Conclusion                                   (f) Complete the Circle
7. Ride the Comet
8. Web of Lies

Para maiores informações, visitem Ayreon.com

Abraços,
Renato Domingues