Metallica – Death Magnetic

Death Magnetic

Cinco anos após o lançamento do álbum que colocou a carreira do Metallica em baixa, a banda está de volta com a proposta de voltar ao topo das paradas e retomar seu lugar de direito como uma das melhores bandas de todos os tempos.

Em 2003, o álbum “St. Anger” explorou e experimentou muitas novidades e acabou tendo sua composição fora dos parâmetros do que era considerado um álbum do Metallica. A opção de experimentalismo, porém, não era nenhuma novidade já que a banda sempre optou por fazer cada trabalho com um diferencial em relação aos outros, o que pode ser facilmente percebido ouvindo-se a discografia do Metallica gradativamente, desde o Thrash “Kill’ em all“, passando pelo “Master of Puppets“, o um pouco mais progressivo “…And Justice For All“, a dupla “Load” e “Reload” até o ousado “S&M“. “St. Anger” não atingiu os fãs da maneira esperada, e nas palavras do próprio James Hetfield, “Foi um ponto baixo da montanha russa” e muitos chegaram a pensar inclusive que o Metallica se tornaria uma banda de New Metal. A resposta a tudo isso veio vagarosa e cinco anos depois chegou como um soco na face daqueles que duvidaram de que o Metallica fosse capaz de se reerguer. Esse soco se chama “Death Magnetic” e cercado pela atmosfera de álbum-mais-esperado-do-ano trouxe de volta o antigo Metallica, mais maduro e com energia total.

Musicalmente falando, “Death Magnetic” poderia ser um elo perdido entre os álbuns “Master of Puppets” e “… And Justice fo all”, e como previsto pelo novo produtor da banda, Rick Rubin: “soa como uma explosão de energia”. Em resumo, riffs maravilhosos e viciantes, solos expressivos e com personalidade, baixo sempre presente e bateria diversificada e autêntica. Com quase 80 minutos de duração, Death Magnetic traz uma temática sombria, tendo a morte como o centro das atenções.

Death Magnetic

O álbum começa com um batimento cardíaco, e “That Was Just Your Life” anuncia a proposta do álbum da melhor maneira possível, trazendo energia e agressividade tanto nos riffs quanto na interpretação de James Hetfield para a música, lembrando a época do “Master of Puppets“. O que dizer do solo de Kirk? Ele esperou quase uma década para fazê-lo e não poderia ter feito melhor. No mesmo padrão, “The End Of The Line” vem para afirmar a agressividade do álbum com um destaque para Lars Ulrich (infelizmente um dos poucos do álbum).

Completando o trio matador que introduz o álbum, “Broken, Beat & Scarred” relembra os tempos em que a banda era voltada para o Thrash e traz riffs que parecem clamar, em uníssono, “Batam cabeça!”. Escrita por James Hetfield a música além de ir ao contrário do tema central do álbum, assume um caráter pessoal (sobre a reabilitação de James) e coletivo ao mesmo tempo, servindo como umaluva para a atual situação do Metallica: estar de volta, sem medo e renovado. Isso fica bem claro em trechos como “What don’t kill you make you more strong” [O que não lhe mata, te faz mais forte] e “Show your scars” [mostre suas cicatrizes].

Sem medo de mostrar suas cicatrizes a bandaquebra o ritmo do álbum com “The Day That Never Comes“, uma balada um pouco diferente, com uma melodia arrastada e viciante substituída por mais uma seção de “bater cabeça” acompanhada de um solo expressivo de Kirk Hammett. Falando em Kirk, sua declaração sobre alguns toques orientais no novo álbum é confirmada na introdução de “All Nightmare Long”, música que retoma o peso do álbum de maneira arrebatadora, elevando as guitarras a um patamar bem mais agressivo. Destaque total para o solo magnífico de Kirk novamente, que abusa das pedaleiras e do “wah-wah” em um solo cheio de vida e virtuosismo.

Na seqüência, “Cyanide” parece ser aquela música que todos vão aguardar ansiosamente, em um show, repleta de energia e uma melodia “pegajosa”. Difícil de esquecer e fácil de cantar. A primeira música do álbum apresentada ao público em um show (Ozzfest 2008), mostrou um Metallica ensaiado e preparado, executando a música com maestria em uma performance ao vivo.

A música mais esperada do álbum vem em seguida, “The Unforgiven III” é a bela balada da vez com uma linda melodia, melancólica (já característica da seqüência) e profunda. De fato, a música pouco remete as suas duas antecessoras, mas com uma análise um pouco mais profunda é possível notar que a ligação existe. A música é excelente, mas talvez deixe um pouco a desejar para os fãs da seqüência.

A balada abre espaço então para mais uma seção de pura pancadaria, “The Judas Kiss” é uma bem cotada para se tornar um clássico da banda daqui a dez anos, daqueles que farão todos cantar em uníssono, quer seja em um show do Metallica, quer seja em casa ou num bar com os amigos.

A nona música do álbum, “Suicide & Redemption“, reafirma a volta da banda para as linhas antigas de composição, uma música instrumental, coisa que já não é feita pelo Metallica há duas décadas. Porém este talvez seja o ponto mais baixo do álbum por não ser uma música empolgante. Os riffs são bem modulados e o duelo de guitarras é até interessante, mas a pouca presença de Lars Ulrich fala mais alto, e a batida não passa o sentimento que a música pretendia.

De volta as raízes do Thrash Metal, “My Apocalypse” encerra o álbum com muita pancadaria e riffs pra lá de pesados. A estrutura da música é tipicamente Thrash no mais comum estilo Slayer: rápida, pesada e matadora. Aquele bom e velho som capaz de levantar um público cansado em fim de show e fazê-lo vibrar como se tivesse acabado de começar, sempre deixando aquele gostinho de “quero mais”.

T R A C K   L I S T


1- That Was Just Your Life
2- The End of the Line
3- Broken, Beat & Scarred
4- The Day That Never Comes
5- All Nightmare Long
6- Cyanide
7- The Unforgiven III
8- The Judas Kiss
9- Suicide & Redemption
10- My Apocalypse

Abraços,
Renato Domingues.

Anúncios

~ por Renato Domingues em setembro 13, 2008.

3 Respostas to “Metallica – Death Magnetic”

  1. Fodans pra caralhans porrans!

  2. Muito boa a anlise mlk!
    Mandou muito bem!

    p.s:O lbum muito foda!!

  3. Parabéns pelo review! Metallica está de volta!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: